O tabagismo é um fator que potencializa o risco de desenvolvimento de diversas doenças. No caso do câncer do colo do útero, a associação entre o uso do cigarro e a infecção pelo vírus papiloma humano (HPV) contribui para a progressão da doença, que está entre os tipos de câncer mais incidentes na população feminina.
O câncer do colo do útero, também conhecido como câncer cervical, desenvolve-se nas células do colo do útero — a parte inferior do órgão que faz ligação com a vagina. A infecção persistente pelo HPV é considerada o principal fator de risco para o surgimento da doença.
Embora nem todos os subtipos do HPV estejam associados ao desenvolvimento do câncer, os tipos 16 e 18 apresentam maior potencial oncogênico e são comuns no Brasil. Esse risco torna-se ainda maior quando a infecção está associada ao tabagismo, já que o uso frequente do cigarro compromete o sistema imunológico e favorece a evolução das lesões causadas pelo vírus.
De acordo com o cirurgião oncológico do Hospital Maternidade São Vicente de Paulo (HMSVP), Dr. Alexandre Quental, a prevenção é fundamental. “O principal fator para o desenvolvimento do câncer do colo do útero continua sendo a infecção pelo vírus do papiloma humano (HPV). Apesar da existência da vacina, ainda há uma parcela da população que não realiza a prevenção, o que compromete significativamente a proteção contra o vírus e aumenta o risco de câncer no futuro”, alerta.
No Brasil, a vacina está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas de 9 a 14 anos e protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV. Os dois primeiros causam verrugas genitais e os dois últimos são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero. Recentemente, o Ministério da Saúde ampliou a campanha de vacinação para jovens de 15 a 19 anos que não tenham se vacinado na faixa etária recomendada até junho de 2026.
Os sintomas do câncer do colo do útero podem incluir sangramento vaginal anormal, dor durante a relação sexual e dor pélvica. Entretanto, nos estágios iniciais, a doença pode não apresentar sinais, reforçando a importância do rastreamento regular por meio de exames preventivos e acompanhamento médico.



























