domingo, 16 de junho de 2024

Relógio histórico da Praça Francisco Sá está funcionando em fase de teste

Os ponteiros já estão girando e as horas badalando na Praça Francisco Sá, conhecida popularmente como Cristo Rei. O relógio, muito além da passagem do tempo, marcou a história do Crato. Por esse valor histórico e cultural foi completamente restaurado pelas mãos do especialista Junú, filho do mestre Geraldo Freire. A restauração estava incluída no projeto de requalificação da praça, executado pela Prefeitura, através da Secretaria de Infraestrutura.

Segundo o Secretário da pasta, Ítalo Samuel, o maquinário foi reinstalado na coluna central depois da substituição dos quatro antigos mostradores por novos, que seguiram os modelos originais. Está funcionando em fase de teste, na parte inferior da torre, para facilitar a devida manutenção e atrair olhares curiosos de cratenses e visitantes. Deve se tornar mais um ponto turístico na cidade.

“Trocamos a porta de madeira por uma de vidro para deixar à mostra o funcionamento do relógio. É um marco para o município no âmbito da infraestrutura e da valorização da cultura local”, ressalta o titular da Seinfra.

No momento, estão sendo realizados ajustes finos. “Estamos alinhando tudo para que sejam batidas horas cheias, de uma a doze batidas; e, a cada meia hora, uma batida mais fraca também”, explica o metalúrgico Junú Freire. Para o historiador Huberto Cabral, a restauração do relógio foi a intervenção mais expressiva da requalificação da praça Francisco Sá.

“Essa grande máquina fez e vai continuar fazendo história. De origem Suíça, era o principal relógio público do Crato, junto com o da Praça da Sé. Passou por vários desgastes e precisava ser restaurado”, afirma.

Restauração

O especialista Junú Freire destaca que foram restauradas buchas e partes de ferro e de bronze, principais matérias-primas do relógio. Além disso, foram reconstruídas engrenagens e confeccionadas peças novas.

“Restauramos um objeto antigo em funcionamento. Foi necessária uma delicadeza a mais. Então, houve um trabalho artístico e, ao mesmo tempo, altamente técnico. Meu pai que, lá atrás, já tinha restaurado ele, acompanhou tudo. Foi muito especial trabalhar nesse patrimônio histórico e cultural dos cratenses”, pontua.

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