A Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com a maior variação acumulada do país entre as áreas pesquisadas pelo IBGE. De acordo com os resultados publicados hoje (26) do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E), que representa o acumulado trimestral do IPCA-15, a inflação na capital cearense atingiu 1,84% no período de janeiro a março. O índice local superou a média nacional, que fechou o trimestre em 1,49%.
No recorte mensal, o IPCA-15 de março em Fortaleza apresentou alta de 0,60%. Embora o resultado local tenha ficado acima da média brasileira para o mês, que foi de 0,44%, ele representou uma desaceleração em relação ao índice de fevereiro na RMF, que havia registrado 1,02%.
Destaques da variação em Fortaleza (março 2026)
Os grupos Vestuário e Alimentação e bebidas foram os principais vetores de pressão na capital, com altas de 1,58% e 1,06% no mês, respectivamente.
Por outro lado, 3 grupos apresentaram variações negativas, ajudando a conter o índice:
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Artigos de residência: -0,05%
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Comunicação: -0,05%
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Educação: -0,01%
Comparativo local versus nacional
Enquanto Fortaleza liderou o acumulado trimestral (1,84%), o cenário nacional de março (0,44%) foi puxado principalmente pelo grupo Alimentação e bebidas, que subiu 0,88% no Brasil.
Na comparação das áreas, Fortaleza (0,60%) teve a terceira maior variação mensal de março, atrás apenas de Recife (0,82%) e Belém (0,68%). Contudo, no acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA-15 na RM de Fortaleza alcançou 4,48%, situando-se acima da média nacional de 3,90% para o mesmo período, abaixo apenas de São Paulo com 4,61%.
Saiba mais sobre a pesquisa
Para o cálculo do IPCA-15, a metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica: os preços foram coletados no período de 13 de fevereiro a 17 de março de 2026 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 15 de janeiro a 12 de fevereiro de 2026 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia.

















