quinta-feira, 05 de março de 2026

Confiança do Consumidor se mantém no nível neutro em fevereiro

O Índice Nacional de Confiança (INC), elaborado pela PiniOn para a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), alcançou em fevereiro, 100 pontos, mantendo estabilidade em relação a janeiro, e aumentando 1,0% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

O resultado mantém o índice no nível neutro, sendo os patamares otimista e pessimista caracterizados por resultados acima e abaixo de 100 pontos, respectivamente. A sondagem foi realizada com uma amostra de 1.679 famílias, em âmbito nacional, residentes em capitais e cidades do interior.

Em termos regionais, os resultados indicaram estabilidade para todas as regiões, exceção do Sudeste, onde houve aumento da confiança dos consumidores. No recorte por classes socioeconômicas, os resultados foram mais heterogêneos: aumento da confiança entre as famílias da classe C e queda entre aquelas das classes AB e DE.

Já na análise por gênero, os dados também foram mistos, com aumento da confiança entre os entrevistados do sexo masculino e redução entre os do sexo feminino.

Observou-se piora na percepção das famílias em relação à situação financeira atual, enquanto as expectativas futuras de renda e emprego apresentaram melhora moderada, embora com redução da segurança no emprego.

A piora na avaliação da situação atual de emprego e renda resultou em menor disposição para a compra de itens de maior valor, como carro e casa, além de bens duráveis, como geladeira e fogão, e também reduziu a propensão a investir.

Em síntese, o INC de fevereiro permaneceu estável na comparação mensal e apresentou leve alta na base interanual, mantendo-se no campo da neutralidade.

Para o economista da ACSP, Ulisses Ruiz de Gamboa, o mercado de trabalho continua gerando aumentos de renda e emprego, o que, aliado ao novo crédito consignado e a outras transferências governamentais de renda, sustenta o ânimo e o consumo das famílias. No entanto, os prováveis efeitos positivos dessa dinâmica do mercado de trabalho sobre a Confiança do Consumidor parecem estar sendo compensados pelos efeitos negativos do elevado alto grau de endividamento das famílias e da desaceleração econômica provocada pelos juros elevados.

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