segunda-feira, 29 de junho de 2026

Com foco em cultura e memória, MinC e UFCA lançam 1ª Escola Brasileira de Literatura de Cordel e Xilogravura no Cariri. Evento será em 30 de junho, na Lira Nordestina

Com o objetivo de promover atividades de pesquisa-ação, de memória e de fomento às práticas
artísticas, a Universidade Federal do Cariri (UFCA) e o Ministério da Cultura (MinC) – por meio da
Secretaria de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura (Sefli/MinC) – lançam, no próximo dia
30 de junho de 2026, a Escola Brasileira de Literatura de Cordel e Xilogravura: a primeira deste
gênero no país.

O evento de apresentação da iniciativa será aberto ao público e ocorrerá na sede da Lira
Nordestina, em Juazeiro do Norte (Rua Interventor Francisco Erivano Cruz, 120 – Matriz), às 9h. A solenidade contará com a presença do titular da Sefli/MinC, Fabiano Piúba, representantes da
UFCA e da Universidade Regional do Cariri (Urca) – instituição parceira – além de pesquisadores,
estudantes, Mestres e Mestras da Cultura da região do Cariri.

O projeto, que funcionará sob tutela do Laboratório de Ciência da Informação e Memória
(Lacim/UFCA), prevê a promoção de ações formativas (seminários, colóquios e oficinas), a
realização de trabalhos de tratamento técnico de acervos documentais (higienização,
catalogação e tipificação), além da difusão cultural por meio de aulas-espetáculo com
cantadores, poetas e xilógrafos. As atividades previstas serão executadas pelo Lacim/UFCA entre
os meses de junho de 2026 e maio de 2027.

De acordo com Fanka Santos, professora do curso de biblioteconomia da UFCA e coordenadora
da iniciativa, a Escola está comprometida com a promoção da memória e da Cultura Popular
nordestina: “o objetivo fundamental desse projeto é reativar esses territórios: do cordel, da
cantoria e da xilogravura que no nosso estado, e principalmente na nossa região Nordeste, é
uma tradição”, ressalta a docente.

Estrutura de salvaguarda e inovação
A Escola Brasileira de Literatura de Cordel e Xilogravura irá atuar a partir de quatro metas
estratégicas: tratamento técnico dos acervos; formações, eventos e capacitação; aulasespetáculo e Café Cordel, e o Projeto DáXilo: moda, inovação e identidade cultural.

Segundo a coordenadora do projeto, as ações foram definidas como uma maneira de garantir a
proteção de acervos existentes e, ao mesmo tempo, permitir que o cordel e a xilogravura sejam
pensados e trabalhados em contextos de produção atuais.

“Essa iniciativa vem para colaborar no sentido de que essas linguagens artísticas da cultura local
sejam ressignificadas e mantidas a partir de novos parâmetros, como da economia criativa, do
design de moda e, sobretudo, em diálogo permanente com os diversos atores, onde se destaca,
na atualidade, uma forte presença das mulheres cantadoras, repentistas, cordelistas e
xilógrafas”, finaliza Fanka.

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