O Município do Crato sediou, nesta quarta-feira, 4, no auditório do Instituto Cultural do Cariri (ICC), o Seminário Regional: Estratégias de Combate à Brucelose Bovina, promovido pelo Governo do Estado e Ministério da Agricultura e Pecuária.
O evento reuniu produtores, técnicos e autoridades para alinhar políticas de sanidade animal, visando proteger a saúde pública e garantir a competitividade econômica da pecuária cearense. O seminário ocorre em um momento estratégico, já que o Ceará inicia uma ofensiva para elevar seus índices de vacinação. Com um investimento de R$ 1,68 milhão para a aquisição de imunizantes, o objetivo é replicar o sucesso obtido na erradicação da Febre Aftosa.
Compromisso com o Produtor
O Prefeito do Crato, André Barreto, destacou que o município não medirá esforços para apoiar o setor produtivo. “Nossa meta é atingir 80% de cobertura vacinal. O Ceará já provou sua competência ao se tornar livre da aftosa, e agora, se cada município fizer sua parte, avançaremos com a brucelose. A Prefeitura está pronta para contribuir com fiscalização, vigilância e suporte técnico. O que não tivermos disponível de imediato, buscaremos via parcerias”, assegurou o gestor.
A brucelose é uma zoonose que, além de riscos à saúde humana, causa prejuízos diretos ao produtor, como a redução da produtividade e restrições no trânsito de animais. O vice-prefeito, Francisco Leitão, reforçou que a sanidade é sinônimo de bons negócios: “Animais saudáveis garantem confiança ao mercado e melhores resultados financeiros para quem produz”.
A Secretária de Desenvolvimento Rural e Recursos Hídricos, Celiane David, reiterou que a pasta está à disposição para garantir o sucesso da campanha de vacinação no município, classificando o momento como um marco para a prevenção de doenças no campo.
Orientações técnicas e vacinação
Durante o evento, o médico veterinário da Adagri, Felipe Ferreira, ministrou palestra sobre os protocolos das vacinas B19 (para bezerras de 3 a 8 meses) e RB51 (que permite a imunização de animais adultos, mas de preferência entre 3 e 8 meses). Ele alertou que, por se tratar de uma vacina viva, a aplicação deve ser feita exclusivamente por médicos veterinários ou auxiliares treinados, para evitar o risco de contaminação humana.
O seminário foi dividido em eixos que abordaram desde o impacto da sanidade no PIB regional até a desburocratização da certificação das propriedades. A ação é fruto de uma articulação entre a Prefeitura do Crato, Governo do Ceará, ADAGRI, EMATERCE, Ministério da Agricultura e Pecuária, Fetraece, APRECE, Sistema FAEC/SENAR e Instituto Centec.

















