A crescente adoção de medicamentos para o metabolismo, como os análogos do hormônio GLP-1 encontrados nas “canetas emagrecedoras”, tornou-se uma das maiores preocupações dos gestores de benefícios. De acordo com o Relatório Global sobre Saúde Corporativa 2026 da Howden, corretora global especializada em seguros de alta complexidade, dois terços dos empregadores (65%) já listam a tendência de uso desses medicamentos como uma das principais preocupações em relação aos custos de saúde. O impacto financeiro deve ser sentido com mais força nos próximos meses: 53% projetam que os gastos com essas terapias devem aumentar entre 5% e 25% em 2026.
Embora os funcionários esperem que os planos de saúde ofereçam este tipo de cobertura, empresas estão tratando o tema com cautela devido ao alto valor dos tratamentos. Para cerca de 9% das organizações, a expectativa é ainda mais alarmante, com uma previsão de alta nos custos superior a 25%. “O cenário coloca o RH diante do desafio de equilibrar o desejo dos colaboradores por novos tratamentos com a necessidade de manter a sustentabilidade financeira do benefício de saúde”, analisa Cláudia Machado, VP de Benefícios da Howden Brasil.
O Relatório Global sobre Saúde Corporativa de 2026 da Howden é resultado de uma pesquisa realizada em 13 países de cinco regiões do mundo (excluindo os EUA). A pesquisa incluiu dois questionários on-line respondidos por 422 empregadores e outro por 1460 funcionários.


















