O aposentado Pedro Marcelino, 70, preparava o café, como costuma fazer diariamente, quando foi surpreendido com uma picada no pé. “Na hora que eu pisei no tapete da cozinha, o escorpião estava lá em cima e me ‘ferroou’. No momento senti a furada, depois ficou doendo e dormente, uma dor constante subindo pela perna”, conta.
Incentivado pela esposa, o paciente buscou atendimento no Hospital Regional do Cariri (HRC), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa). Na emergência da unidade, Pedro passou pela triagem, foi avaliado pela equipe médica e permaneceu em observação, recebendo a medicação prescrita, o que resultou na melhora dos sintomas.
Os animais peçonhentos são aqueles capazes de injetar veneno. Entre eles estão escorpiões, cobras e aranhas. Os acidentes com esses animais representam uma emergência médica e precisam de atenção, mesmo quando os sintomas iniciais parecem leves.
A médica emergencista que atua no HRC, Morgana Tavares, explica que os sinais de gravidade variam conforme o animal envolvido, mas que alguns sintomas servem de alerta para buscar socorro imediato. “São eles: dor intensa que se espalha rapidamente, inchaço progressivo ou endurecimento na região, vômito, tontura, suadeira, visão embaçada, dificuldade para respirar, muita sonolência, paciente confuso ou queda da pressão. Esses sintomas indicam que o veneno já está agindo de forma mais sistêmica no corpo todo e esse paciente precisa ser atendido com urgência maior”, afirma.
Indicação do soro antiveneno
Quando chega ao HRC, o paciente é avaliado pela equipe de emergência, que classifica a gravidade e identifica o tipo provável de animal envolvido. Havendo a indicação, é aplicado o soro antiveneno específico. “Além disso, o HRC realiza o acompanhamento clínico, monitora sinais vitais e reavalia exames laboratoriais, porque algumas complicações podem surgir mesmo depois de uma melhora inicial”, ressalta a médica Morgana.





















